Recomienda este artículo a tus amigos:
Quando Perdemos Miguel Marques
Quando Perdemos
Miguel Marques
O autor mente, mente quando diz para não termos medo, que "Papai vai cuidar de você", para então sermos jogados em um universo de abandono, de bebedeiras, verdadeira, cortante e dolorosa realidade; quando ele conta sobre o homem que diz guardar em sua carteira a foto de "sua última mulher", ou sobre a mulher que o trocou por não ser Cortázar, ou aquela que é pior, que a explicita traição, reclama do "barulho da máquina escrever". Ele descreve a pobreza, a fome e o medo, nos faz querer ganhar um pouco de dinheiro, ter um lugar para dormir à noite e um maço de Marlboro, algo barato para comer, afinal "alguém precisa alimentar os ratos", o livro se amarra como um testamento de uma decadência que não cai, mas plana acima de nossas cabeças, como chuva que não cai, mas deixa tudo úmido, transpirando pelas paredes, é complexo em sua simplicidade, "Porque o amor, para mim, sempre esteve ligado à simplicidade". É um livro frio e esfomeado, nos fazendo sempre pensar na mulher anterior, e antes dela, e o autor rindo de sua desgraça, nos deixa a chorar por ela, é como a vingança de Isabelle, ao passar sua língua profanada na boca de seu companheiro, o profana também. Miguel Marques se vinga neste trabalho com um beijo, nos lembrando de nossa própria e individualista sujeira. - L. AZEVEDO
| Medios de comunicación | Libros Paperback Book (Libro con tapa blanda y lomo encolado) |
| Publicado | 27 de julio de 2020 |
| ISBN13 | 9798669934439 |
| Páginas | 176 |
| Dimensiones | 129 × 198 × 10 mm · 176 g |
| Lengua | Portugués |
Ver todo de Miguel Marques ( Ej. Paperback Book )